Ontem, 12 de setembro, ocorreu a votação que decidira o futuro de Renan Calheiros. De acordo com o colunista do Bom Dia Brasil, Alexandre Garcia, se no plenário havia 81 senadores, a votação resultaria num "quase" empate, pois o voto decisivo seria do próprio Renan. Entretanto, o Sr. Calheiros foi absolvido por 40 x 35. Onde estavam os outros na hora H? Talvez estivessem em cima do muro, todavia poderiam fazer com que o mandato do Senador fosse caçado.
O Presidente do Senado saiu calado do plenário, não deu entrevista, porém balbuciou uma bela frase: "Vou para casa rezar". Isso me trouxe à memória a extrema devoção que Renan tem pelo Círio de Nazaré, podemos perceber uma imensa pureza deste pobre rapaz em seu ressalto: "O Círio apaga as diferenças, junta o rico e o pobre, o que tem instrução e o analfabeto, aproxima os desiguais e torna visível e palpável a comunidade que nos une a todos. O exemplo de fé ao mesmo tempo emociona e vivifica". Uma ironia, não acha?
Agora a pouco, estava eu vagando pela internet e, por curiosidade, entrei no site do Senado e encontrei assuntos interessantes sobre o absolvido. E um link lastimável foi evidenciado em meu humilde monitor e eu não puder deixar isso passar, CLARO! E dizia assim: Renan recebe mensagens de solidariedade. Tão lindo!
Dá-lhe Caetano quando diz que corrupção no Brasil é endêmica, e não é?
Só para finalizar...
Calheiros disse: "Que Nossa Senhora de Nazaré nos abençoe a todos."
E Jesus respondeu: "Ó, Pai! Perdoe-no, ele não sabe o que faz!"
AMÉM!
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
BOMBA!
Olha só!
Há 6 anos, o orgulho dos EUA foi ferido pelo maior ataque terrorista. E ontem, 11 de setembro, milhares de pessoas foram aos vestígios do que um dia fora World Trade Center.
Perante projetos arquitetônicos, de um terreno morto, nascerão três arranha-céus entre 250 e 550 metros. Quem sabe torres gêmeas dão azar, né?!
Entretanto, visando este trágico momento, o titio bin Laben foi caridoso o bastante e fez uma oração em árabe em homenagem ao Walid al-Shehri, um dos terroristas que descobriu que a energia potencial elástica não atua quando um avião vai de encontro a um prédio. Talvez este fosse o intuito, entendam-no!
Há 6 anos, o orgulho dos EUA foi ferido pelo maior ataque terrorista. E ontem, 11 de setembro, milhares de pessoas foram aos vestígios do que um dia fora World Trade Center.
Perante projetos arquitetônicos, de um terreno morto, nascerão três arranha-céus entre 250 e 550 metros. Quem sabe torres gêmeas dão azar, né?!
Entretanto, visando este trágico momento, o titio bin Laben foi caridoso o bastante e fez uma oração em árabe em homenagem ao Walid al-Shehri, um dos terroristas que descobriu que a energia potencial elástica não atua quando um avião vai de encontro a um prédio. Talvez este fosse o intuito, entendam-no!
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#política
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
"O Brasil Acordou!"
Cá estou eu, trancafiada dentro de um quarto ouvindo Arnaldo Antunes, após ter ouvido um mesclado de Chico Buarque e Raul Seixas em uma fita cassete que achei lá no fundo de casa enquanto fuçava naquela bagunça. Queria eu ter nascido em 1956. Nasceria junto com as empresas automobilísticas no Brasil, teria minha infância junto com a construção de Brasília.
Nos meus momentos de tédio, eu ligaria aquela minha TV preta e branca e, lá pelos meus 14 anos, eu estaria assistindo as coisas boas da Globo, pelo menos é isso que dizia seu slogan "O que é bom está na Globo". Também tricotaria com as amigas através da Baquelita, um telefone da época.
Claro que o lado negativo disso é o fato eu ter de conviver com a ditadura durante toda a minha adolescência e uma parte da minha vida adulta. Mas se eu não tivesse nascido nos anos dourados, não teria adquirido um certo grau cultural um tanto elevado. Independente de ditadura ou não, em 1979 eu me formaria em arquitetura pela faculdade de Belas Artes em São Paulo, a mesma de Oscar Niemeyer.
Bem, durante a faculdade eu encontraria algumas paixões, mas seriam relacionamentos passageiros, nada tão sério, mesmo porque, na época eu não teria maturidade o bastante para constituir uma família. Imagina! Mas quem sabe eu não resistisse a alguém...
Se eu não resistisse a alguém, com 24 anos eu me casaria e teria uma filha, Melissa. Talvez esse fosse o pedido do meu, então, marido. Ensinariamos a ela as coisas boas, falaríamos sobre tabus, mesmo porque, eu e meu marido não teríamos tanto pudor, visando o bom sentido, ÓBVIO!
Nos anos 90 iria para a Itália fazer meu curso de Design de Produto. Abriria minha própria loja de móveis e seria bem-sucedida. Espero eu.
Enfim, hoje em dia estaria dando aulas de História em qualquer faculdade. Apesar de tantos acontecimentos catastróficos e interessantes, nascer nos anos dourados não seria tão ruim. Certamente viveria a verdadeira cultura, a verdadeira essência do Brasil, uma época em que caras-pintadas eram motivos de Impeachment.
Juscelino Kubitschek que me perdoe, mas nos dias de hoje eu digo: "O Brasil voltou a dormir!"
Nos meus momentos de tédio, eu ligaria aquela minha TV preta e branca e, lá pelos meus 14 anos, eu estaria assistindo as coisas boas da Globo, pelo menos é isso que dizia seu slogan "O que é bom está na Globo". Também tricotaria com as amigas através da Baquelita, um telefone da época.
Claro que o lado negativo disso é o fato eu ter de conviver com a ditadura durante toda a minha adolescência e uma parte da minha vida adulta. Mas se eu não tivesse nascido nos anos dourados, não teria adquirido um certo grau cultural um tanto elevado. Independente de ditadura ou não, em 1979 eu me formaria em arquitetura pela faculdade de Belas Artes em São Paulo, a mesma de Oscar Niemeyer.
Bem, durante a faculdade eu encontraria algumas paixões, mas seriam relacionamentos passageiros, nada tão sério, mesmo porque, na época eu não teria maturidade o bastante para constituir uma família. Imagina! Mas quem sabe eu não resistisse a alguém...
Se eu não resistisse a alguém, com 24 anos eu me casaria e teria uma filha, Melissa. Talvez esse fosse o pedido do meu, então, marido. Ensinariamos a ela as coisas boas, falaríamos sobre tabus, mesmo porque, eu e meu marido não teríamos tanto pudor, visando o bom sentido, ÓBVIO!
Nos anos 90 iria para a Itália fazer meu curso de Design de Produto. Abriria minha própria loja de móveis e seria bem-sucedida. Espero eu.
Enfim, hoje em dia estaria dando aulas de História em qualquer faculdade. Apesar de tantos acontecimentos catastróficos e interessantes, nascer nos anos dourados não seria tão ruim. Certamente viveria a verdadeira cultura, a verdadeira essência do Brasil, uma época em que caras-pintadas eram motivos de Impeachment.
Juscelino Kubitschek que me perdoe, mas nos dias de hoje eu digo: "O Brasil voltou a dormir!"
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#política
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Ter ou Não Ter Namorado, Eis a Questão!
Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.
Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.
Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.
Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.
Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.
Arthur de Távola, atribuído a Carlos Drummond de Andrade
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#prontofalei
Destino...
Ontem, em conversa com dois grandes amigos, pude perceber quão presente está o destino em nossas vidas. É mesmo! A coisa é tão complexa que citarei o período da nossa filosófica conversa:
Jorge: "Pô, foi tão bom conhecer você, sabia?"
Carol: "Ah, muito obrigada, também fiquei muito feliz em conhecer você, pode ter certeza."
Jorge: "O César eu já conheço. Lembra de quando eu tinha um barzinho lá na frente da escola?"
César: "Lembro, lembro sim!"
Jorge: "Agora pensa comigo. O que você acha disso. A gente se conhecia de vista, mas nunca tínhamos nos falado. Você sempre vem aqui, mas nunca trocamos uma palavra. E hoje descobrimos ter tanta afinidade. Não é esquisito?"
César: "Ah, não sei. Pode ser também uma mera coincidência, mesmo porque, a cidade é pequena, a gente vê a mesma pessoa diversas vezes..."
Carol: "Sim, mas você concorda, que uma coisa é você ver a pessoa diversas vezes e nem se importar com ela. Outra coisa é você ver a pessoa, saber que têm amigos em comum, sentar na mesma mesa e descobrir que seu Santo bateu com o dela."
César: "É, bem por aí mesmo. Eu pelo menos, gosto de ficar perto de pessoas das quais estejam no mesmo nível que eu, digo espiritualmente."
Carol: "Eu também, acho bem bacana isso. Eu conheço o César faz tempo, minha mãe é bem amiga dele há mais tempo que eu, eles estudavam juntos."
Jorge: "É, sua mãe disse mesmo."
César: "A Rosana é uma figura."
Carol: "Ah, vocês estavam falando sobre destino e tal. Tem um fato que aconteceu comigo há um tempo. Eu tinha conhecido um cara numa festa, nós conversamos, mas ficamos só nisso mesmo. Uns dois meses depois, eu estava voltando da faculdade de van, até que a gente parou para pegar um cara que voltaria com a gente. Levei um susto! Descobri que o cara era o mesmo que eu havia conhecido na festa. Descobri que ele fazia faculdade no mesmo prédio que o meu. Descobri também que tínhamos uma certa afinidade. Estamos namorando há 5 meses."
Jorge: "Meu, que lindo! Juro, não é brincadeira, fiquei emocionado mesmo, viu. Eu adorei conhecer você, sua mãe."
Carol: "Muito obrigada!"
Jorge: "Não precisa agradecer, é de coração mesmo."
Carol: "Bom, estou indo, tchau!"
César: "Tchau!"
Jorge: "Tchau!"
Agora cá estou eu aqui pensando. O livre-abítrio talvez seja uma forma sutil de mascarar o fato de que nossas vidas são um labirinto onde só há um caminho que nos leva ao final.
Jorge: "Pô, foi tão bom conhecer você, sabia?"
Carol: "Ah, muito obrigada, também fiquei muito feliz em conhecer você, pode ter certeza."
Jorge: "O César eu já conheço. Lembra de quando eu tinha um barzinho lá na frente da escola?"
César: "Lembro, lembro sim!"
Jorge: "Agora pensa comigo. O que você acha disso. A gente se conhecia de vista, mas nunca tínhamos nos falado. Você sempre vem aqui, mas nunca trocamos uma palavra. E hoje descobrimos ter tanta afinidade. Não é esquisito?"
César: "Ah, não sei. Pode ser também uma mera coincidência, mesmo porque, a cidade é pequena, a gente vê a mesma pessoa diversas vezes..."
Carol: "Sim, mas você concorda, que uma coisa é você ver a pessoa diversas vezes e nem se importar com ela. Outra coisa é você ver a pessoa, saber que têm amigos em comum, sentar na mesma mesa e descobrir que seu Santo bateu com o dela."
César: "É, bem por aí mesmo. Eu pelo menos, gosto de ficar perto de pessoas das quais estejam no mesmo nível que eu, digo espiritualmente."
Carol: "Eu também, acho bem bacana isso. Eu conheço o César faz tempo, minha mãe é bem amiga dele há mais tempo que eu, eles estudavam juntos."
Jorge: "É, sua mãe disse mesmo."
César: "A Rosana é uma figura."
Carol: "Ah, vocês estavam falando sobre destino e tal. Tem um fato que aconteceu comigo há um tempo. Eu tinha conhecido um cara numa festa, nós conversamos, mas ficamos só nisso mesmo. Uns dois meses depois, eu estava voltando da faculdade de van, até que a gente parou para pegar um cara que voltaria com a gente. Levei um susto! Descobri que o cara era o mesmo que eu havia conhecido na festa. Descobri que ele fazia faculdade no mesmo prédio que o meu. Descobri também que tínhamos uma certa afinidade. Estamos namorando há 5 meses."
Jorge: "Meu, que lindo! Juro, não é brincadeira, fiquei emocionado mesmo, viu. Eu adorei conhecer você, sua mãe."
Carol: "Muito obrigada!"
Jorge: "Não precisa agradecer, é de coração mesmo."
Carol: "Bom, estou indo, tchau!"
César: "Tchau!"
Jorge: "Tchau!"
Agora cá estou eu aqui pensando. O livre-abítrio talvez seja uma forma sutil de mascarar o fato de que nossas vidas são um labirinto onde só há um caminho que nos leva ao final.
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quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Dialogando Num Quarto Cor-de-Rosa
"Olha só o que eu achei! Você não chegou a ver, né?!"
"Ah, não. Posso ver?"
"Eu fiquei de te mostrar faz tempo mesmo. Pode abrir. Senta."
"Hum... Legal!"
"É. Eu vou guardar na minha caixa."
"Isso fez bem pra você?"
"Sim, me deixou feliz, sabe?!"
"Então guarda."
"Pronto!"
"Isso já passou, né?! Vem cá, me dá um abraço."
"Te amo."
"Ah, não. Posso ver?"
"Eu fiquei de te mostrar faz tempo mesmo. Pode abrir. Senta."
"Hum... Legal!"
"É. Eu vou guardar na minha caixa."
"Isso fez bem pra você?"
"Sim, me deixou feliz, sabe?!"
"Então guarda."
"Pronto!"
"Isso já passou, né?! Vem cá, me dá um abraço."
"Te amo."
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Verbo To Be
É engraçado o fato de as pessoas acreditarem piamente no quão veraz é o verbo Estar sem levar em contar que o verbo Ser é o mais relevante quando se diz respeito à moral de um ser humano.
Lembro como se fosse ontem das histórias macabras do Maníaco do Parque. Aquele cara que mostrava ser um honesto fotógrafo, com boas intensões sobre suas modelos, simplesmente o genro que toda mãe gostaria de ter. Além de parecer um tanto atraente (Urgh!). Ninguém sabia, mas dentro daquele pobre homenzinho havia um grande Serial Killer. Uma ou outra de suas modelos estão por aí, andando pelas ruas, com cicatrizes emocionais crônicas. E ele? Parabéns! Mostrou-se o homem mais honesto... E era?
John e Yoko. Não conhecia muito a história de amor deste casal até estar lendo o livro "A Balada de John e Yoko" que a propósito é muito bom! Mas voltando ao contexto. Sem guerras e sem bombas ao redor do corpo, faziam Bed-ins for Peace. Lançaram o álbum Two Virgins do qual John fez uma foto caseira dele e de Yoko nus. A tal da "obscenidade" foi tão sutil, mas tão sutil, que John e Yoko pareciam vestir-se de Yoko e John. E a imoralidade não foi tão imoral.

Algo a difamar?
Lembro como se fosse ontem das histórias macabras do Maníaco do Parque. Aquele cara que mostrava ser um honesto fotógrafo, com boas intensões sobre suas modelos, simplesmente o genro que toda mãe gostaria de ter. Além de parecer um tanto atraente (Urgh!). Ninguém sabia, mas dentro daquele pobre homenzinho havia um grande Serial Killer. Uma ou outra de suas modelos estão por aí, andando pelas ruas, com cicatrizes emocionais crônicas. E ele? Parabéns! Mostrou-se o homem mais honesto... E era?
John e Yoko. Não conhecia muito a história de amor deste casal até estar lendo o livro "A Balada de John e Yoko" que a propósito é muito bom! Mas voltando ao contexto. Sem guerras e sem bombas ao redor do corpo, faziam Bed-ins for Peace. Lançaram o álbum Two Virgins do qual John fez uma foto caseira dele e de Yoko nus. A tal da "obscenidade" foi tão sutil, mas tão sutil, que John e Yoko pareciam vestir-se de Yoko e John. E a imoralidade não foi tão imoral.

Algo a difamar?
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