sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

3% de Loucura Artificial



"Hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria."



Tenho ouvido Zeca Baleiro, um gosto que tenho herdado de uma amiga. Até que é bem legal.



Esses dias, cá estava eu chutando pedrinhas na rua quando de repente aparece um carro com duas loucas desvairadas. Entrei naquele veículo, mesmo porque, depois de gritos de entusiasmo, eu não pude resistir. Óbvio que eu as conhecia.



Foi bem interessante as três juntas como quando éramos menores e falávamos bobagens e sobre coisas que ninguém deve saber, sem contar o fato de falarmos mal de tudo e de todos, até de nós mesmas.



Sentamos alí naquele banquinho de madeira marrom da pracinha que ninguém vai, abrimos as janelas do carro, e passamos a noite ouvindo Zeca e calando-o com alguns toques de Chico.



Estávamos sem muito o que fazer, sem dinheiro, enfim... sem quase nada. Então começamos a viajar em pensamentos absurdos, a refletir sobre a teoria de Freud sobre os "Três Filhos", ficamos tontas sem um motivo específico, falamos sobre nossos desejos e sobre os males da sociedade. Sim, gostamos de discutir política, religião, filosofia e brigar quando não concordamos que ela está errada quanto àquela data histórica. Quer algo mais proveitoso do que a própria banalidade?!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Uma Retrospectiva

Algumas das obras que serão expostas do próximo dia 10 até 3 de fevereiro.




Water Piece




Endangered Species



Endangered Species


Endangered Species


Weight Objects - Key


Weight Objects - Gun


Blood Objects - Table Setting



Wish Tree



My Mummy Was Beautiful


Morning Beams and Riverbed


Half-A-Room


Ex It


Amaze - Plexiglass




Ceiling Painting




Dentre todas as obras, eu fiz questão de ressaltar a imagem desta última, porque na minha opinião é a mais especial, afinal de contas, de acordo com o próprio John Lennon, é a obra da qual conquistou o seu amável coração, quando o espectador deveria subir a escada para poder ler através de uma lupa o que estava escrito lá no alto. E Lennon ficou satisfeito e estimulado ao ver que, lá em cima, estava escrita a palavra "sim", e nada mais.





Muito profundo!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

A Artista Desconhecida...

...mais famosa do mundo!







Assim era chamada Yoko Ono pelo adorável, memorável e outros "áveis", John Lennon.





A viúva do ex-Beatle veio à São Paulo para a abertura de "Uma Retrospectiva", da qual fará uma espécie de linha do tempo das produções nos seus últimos 50 anos.

















Hoje, em coletiva com CCBB-SP, Yoko não quis divulgar muito sobre sua performance "Uma Noite com Yoko", que fará amanhã com o sambista Osvaldinho da Cuíca no Teatro Municipal, e ainda disse com todas as letras que "se eu pudesse explicar minhas performances, não teria que fazê-las". Pasmei!







A Sra. Lennon estava mesmo com vontade de vir à São Paulo com a exposição a fim de "ver o que tantos japoneses fazem por aqui".







Yoko é bastante conhecida pelas suas artes mirabolantes e anticomerciais, por esse motivo que é rara suas produções aparecerem em museus. E seu senso de humor perante a arte não era bem visto nos anos 50, mesmo porque, naquele tempo a arte era coisa séria.







E aproveitando o embalo, gostaria de admitir meu gosto por ela, obrigada!














YOKO ONO: UMA RETROSPECTIVA






Quando: abertura 10/11 para convidados, de 11/11 a 03/02/2008, terça a domingo, das 9h às 20h

Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (r. Álvares Penteado, 112, São Paulo)

Quanto: grátis

Sete Minutos

Hoje à tarde estava me lembrando da minha época de cursinho, quando eu sempre voltava de bicicleta com um grande amigo meu, o Neto. Voltávamos comentando sobre algumas manias bizarras de alguns professores, ou sobre aquela reportagem bem bacana da revista Superinteressante da qual contava como seriam as casas do futuro. Uma vez ele voltou contando sobre as suas aulas de teatro que ele fazia na escola. (droga! Maldita hora que eu fui escolher vídeo...) O Neto, entrou num assunto que nos instigou de tal maneira que ficamos alí na frente de casa conversando durante horas.

Então ele largou a bicicleta e a mochila na calçada, e sentamos debaixo da árvore e começamos a discutir sobre uma das peças escritas por Antonio Fagundes: Sete Segundos. Sim, essa peça é bem antiga, porém ainda remete aos dias de hoje, mesmo porque, quem aguenta ficar mais de sete minutos concentrado em um só programa? Por isso a TV nos empanturra de propagandas.



Na peça, Antonio Fagundes (ator/autor) protestou contra a mudança radical que o teatro obteve ao longo dos anos, o que o deixou atomizado. Vejamos, um bloco da sua imperdóvel novela dura em média sete minutos, um bloco do telejornal dura em média sete minutos. A platéia começa a ter comichões depois dos primeiros sete minutos de um filme no cinema, um teatro ou até mesmo um DVD. Parece até que eles anseiam pelos "reclames do plim! plim!" quando os sintomas da impaciência aguda começam a aparecer, e são eles:

- Tosses incontroláveis;
- Bocejos contínuos;
- Batuques com as pontas dos dedos do braço da poltrona;
- Pernas que balançam involuntariamente;
- Cochichos fora de hora;
- Sem contar nos vagalumes tecnológicos. (relógios, celulares, bips, palm-tops e blá blá blá...)


Não, não podemos ter fazer uma conclusão precipitada de que TODAS as pessoas são mal-educadas por essas atitudes (em partes sim). Visando os dias atuais, uma pessoa normal pode se considerar muito bem informada depois de passar os olhos por uma notícia. A tecnologia faz com que todas as coisas girem numa velocidade absurdamente alta, desta maneira, por que razão pararíamos um instante para pensar?

Bem, a conversa nos deixou tão entretidos durou mais de sete minutos. Claro, com algumas dormências musculares, mas nada que nos interrompesse. Ah! Saudade dos tempos de cursinho...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Cocaíne-Glude. It's nice!

Lembro dos meus tempos de escola em que não sabia das muitas regras do inglês e possuía um vocabulário bastante escasso. Meus trabalhos eram todos feitos a base de traduções baratas. Para ser mais direta, usufruía do bom e velho Ctrl+C/Ctrl+V. Enfim, o tempo passou, e como eu gostava da língua inglesa, decidi me dedicar. Mas como? Com tantas contas para pagar, meu pai não tinha dinheiro o bastante para me pagar um curso de inglês.



Um belo dia, meu pai veio para cima de mim todo feliz! "Cal, olha só o que eu comprei pela internet!" De repente ele me apareceu com um curso de inglês superinteressante! Tá certo, no começo não achei tão legal assim, afinal de contas, estudar sozinha parecia meio chato. PORÉM, eu pensei que se eu não tentasse, nunca que iria conseguir. Tentei, consegui e agora não me considero uma fluente na língua, mas consegui chegar no intermediário por conta do curso que fiz SOZINHA!



Mas voltando aos velhos tempos... Tradutor on-line é uma coisa engraçada, né?! Tenho ainda na memória meus sacrifícios em ficar horas e horas procurando os malditos he/she e apagá-los com muita raiva. Sem falar nas frases sem nexo que saíam daquilo lá.




Para finalizar, gostaria de confessar que sempre que aparece uma brechinha eu ainda tenho a audácia de usar um pouco da ignorância de um bom Tradutor On-Line para fazer certas coisas, afinal de contas, um dos pecados capitais que mais me atiçam é o da PREGUIÇA! E agora mesmo estava eu a traduzir uma música meio trash que fiz hoje à noite sem um propósito, apenas pelo prazer de escrever mesmo, e no final de uma frase tinha a palavra "Coca-Cola". Quando eu li a tradução eu fiquei pasma! Vocês acreditam que o maldito traduziu: Cocaíne-Glude? Oh, ceús!




Mas vale lembrar que atualmente, mesmo que eu use tradutor algumas vezes, eu adapto o texto conforme a concordância, ÓBVIO!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Um Pouco de Censo Não Faz Mal

- Oi.
- Oi.
- É, eu preciso falar uma coisa, mas eu não sei como explicar.
- Hum...
- É... Ai! Como é que fala mesmo?
- O que você quer?
- Sabe, é...


E assim, esse troço que até poderia ser considerado um diálogo, continuou durante poucos munitos. Seria cômico se não fosse trágico, pois se querem saber, toda aquela hesitação em falar provinha de uma pessoa convocada ao Censo.




Os Prefeitos e Governadores dependem, e muito, dos censos para que possam cumprir suas políticas. Logo, o Censo tem como objetivo participar diretamente com a tomada de decisões de investimentos nos municípios e estados. Eles apontam também, as localidades das quais necessitam de programas de auxílio ao crescimento econômico e desenvolvimento social.


Entretanto, não querendo generalizar, suponho eu, que algumas pessoas não têm instrução o bastante para ter tamanha responsabilidade, mesmo porque, até um tempo atrás eu achava que não havia nexo uma pessoa com um coletinho invadir sua privacidade com umas perguntas incabíveis, como por exemplo: "Quantas geladeiras você possui?" Talvez no site do você possa ter uma idéia do por quê dessas perguntas que, aparentemente, são inúteis!


E como uma sutil conclusão, penso que deveria ter mais senso ao Censo.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Pedaaaaaala Cidadão!




Neste último sábado, dia 22, ocorreu o Dia Mundial Sem Carro. Eu e meu namorado combinamos de fazer um pique-nique no Bosque. Eu, como não tenho habilitação alguma, fui encontrar com meu namorado no supermercado, fui à pé. Percebi, pelos 20 minutos que andei, que nas ruas da minha cidade não tinham tantos carros como num sábado qualquer, logo também não havia muitas pessoas. Provavelmente os sedentários e irritados motoristas estavam só aguardando ansiosamente o dia seguinte para que pudessem usufruir do efeito estufa, poluição sonora e congestionamento. DITO E FEITO!

No domingo, dia 23, estava eu indo à casa do meu namorado (de novo), desta vez apressadérrima, pois estava atrasada. E quando fui TENTAR atravessar a rua: CARROS, CARROS E MAIS CARROS! Por onde eu olhava, ou os carros estavam andando ou estacionados, porém prontos para dar a partida. Incrível! E tudo isso em pleno domingo, o único dia da semana do qual, religiosamente, foi dedicado ao descanso.

Agora eu penso. De nada adiantou fazer UM dia mundial sem carro, sabendo que grande número da poluição atmosférica causada pelos veículos estará presente durante os outros 364 dias.