terça-feira, 19 de abril de 2011

Homens gostam de mulheres paranóicas

Será que é verdade?

Embora eu tenha dois amigos, que facilmente se identificarão depois desta paráfrase que farei pelas suas ideias de que homens como eles não suportam mulheres ciumentas e paranóicas demais do tipo que ligam a todo momento ou discutem por qualquer coisa, eu me encaixo nestes valores femininos.

Sim! E, sem querer me gabar, em uma conversa com uma amiga esses dias descobri que sou uma mulher perfeita. Do tipo que não sente ciúmes de tooooodas as amigas, que não tem necessidade de conversar o tempo todo, gosta de surpresinhas, aceita uma saladinha leve e jamais recusa aquele X-salada nojento que as Misses Victoria Secrets nem ousariam botar a mão. Óbvio nunca exigi uma ligação por noite simplesmente para ouvir a voz de tédio da pessoa do outro lado, que POR SINAL ficou acordado só para dar boa noite. Pecadjééénho!

Estava conversando com minha irmã sobre discussões amorosas e me lembrei de um episódio do meu namoro em que saí e não liguei antes para avisar onde ía e quando cheguei suuuuuper empolgada com a saída SÓ DE MENINAS ele me corta o barato com um "Hum... E por que não me ligou?" Então, né... (cardikentácumraivinquantoescreve)

Aí eu pensei: esta história está inversa. Era eu quem deveria me importar com o fato de ele sair e não me contar. Era eu quem deveria fazer aquela histeriazinha sobre o tal "não custava nada me ligar antes?" e chegar ao ápice da discussão e apontar traições que nunca existiram. Quanto inicio algo sério com alguém uma única coisa me vem à cabeça: você é único, mas tenho meus amigos e você tem os seus também.

Mas não adianta. Conversando com uma amiga, nós descobrimos que somos relevantes demais nestas situações. Quanto o cara sai, perguntamos como foi e quando ele diz a hora que chegou, rimos daquelas olheiras horríveis de sono. Quando ele abraça uma amiga, nos tornamos as melhores amigas delas. Quando eles olham para outra garota, sabemos que gostam da nossa pessoa e aquela garota é só mais uma garota. Que graça tem em discutir com uma namorada que não discute? Com uma namorada que não tem aquela possessividade no olhar?

Estou quase acreditando no conselho de uma amiga e da minha irmã de que "eu tenho que enxergar a beleza na briga". Até agora não consigo enxergar nada de bom, além de duas pessoas loucas brigando porque o controle da tv não está no lugar certo. Mas aqueles benditos namorados gostam tanto daquele modo estranho de demonstrar o amor que eu fico pasma.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Amo-te tanto! E nunca te beijei...

Sim, este é um trecho do poema Versos Que te Fiz de Florbela Espanca que li no blog Rascunhando a Vida da Gabi Nunes, uma grande amiga. Eu li seu blog hoje durante meu trabalho. E justo o verso "Amo-te tanto! E nunca te beijei..." estava em negrito. E posso ser sincera? Me identifiquei.



“- A moça do copo, em outros termos, prefere imaginar uma relação com alguém ausente do quadro a criar laços com os que estão presentes...” Neste momento eu estou um pouco a la "menina do copo" do Fabuloso Destino de Amelie Poulain.



Estou fugindo dos lábios que ficam entreabertos quando olha para mim. Estou fugindo daquele rosto que se abre quando eu apareço e tento não perceber quando ele alisa o cabelo. Estou fingindo não enxergar que as sobrancelhas dele levantam enquanto eu falo. Para falar a verdade, eu gosto do fato de ele se arrumar para me ver e do modo como o copo gira na mão dele, mas eu fujo da reciprocidade dos interesses. Eu descobri que meu contentamento é assisti-lo passar por mim sem ao menos olhar em meus olhos.








Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Caixa de recordações

Neste momento está garoando em Pindamonhangaba. Apesar de adorar o tempo quando está assim, eu não sei tocar violão direito além de Zombie e Ode to my Family. E eu já cansei de tocar estas músicas em dias chuvosos. Pensei em tomar banho ouvindo música pela acústica do banheiro ser ótima. Eu fui ao banheiro. Eu ouvi música. Não tomei banho. Algo brilhou em minha humilde mente esquecida e suja e lembrei da minha caixa de recordações e pensei: "por que não relembrar de coisas legais que aconteceram?" Relembrei.

Durante muito tempo mantive aquela caixa fechada e só abria para colocar novos objetos para recordação. Mas nunca mais parei para olhar com cuidado cada coisa. Pasmei! Além de muita poeira havia cartas do Elton de Salvador, carta do D.Laos (Nocturno) do Rio de Janeiro, carta da Cynthia da Califórnia e cartinhas que ganhei em mãos de amigos da sala e de encontros que participava. Encontrei lá também bilhetinhos amorosos dos quais eu era a intermediária. Sim, eu sou um ótimo cupido, mas preciso da Afrodite para resolver minha vida, porque o filho não está dando conta. Fato! Mas voltando... Encontrei desenhos. Muitos desenhos! E descobri de onde vem minha frustração por não saber desenhar rostos. Eu nunca soube, apesar de tentar desenhar o perfil de Marilyn Manson e Shavo Odadjian. Então fiquei nos bonecos pseudo-Tim Burton que eu ganho mais. Encontrei cadernos antigos, lembranças de shows que fui e fotos, muitas fotos. Encontrei a palheta de Yves Passarell e a baqueta do Fê Lemos autografada pelo Léo Soares. Sim, o Léo!

Apesar de ter encontrado coisas mirabolantes, o que aguçou meu sentimento hiperbólico de loucura e satisfação foi que no meio de todas aquelas lembrancinhas, lá estavam as minhas letras de música que eu nunca mostrei para ninguém além dos meus pais e minha irmã. Descobri que ler a mim mesma como mera leitora é interessante. Óbvio. As letras são bestas e sem nenhum sentido, mas conforme eu lia, lembrava do que acontecia na época da qual geraram tais letras. E descobri que minha vida não era tão pacata assim. E que em dias chuvosos como este eu passava as tardes escrevendo, enquanto hoje eu entro em desespero por não ter o que fazer. Trágico!


Antena Parabólica (Carolina Cruz)

Por favor, uma mesa para dois?
Hoje almoçarei comigo mesma
Deixarei compromissos para depois
E as consequências debaixo dos lençóis

Através da janela do quarto
Assisto a um canal pacato
Uma reprise barata de um fato
Mantido num lindo porta-retrato

Planejo nossa futura casa
Onde eu morarei só
Com uma velha antena parabólica
Que em ruídos e poucos pixels
Me mostrará tudo de forma hiperbólica

Uma rosa do jardim vizinho
Hoje comemoraremos um dia comum
Misturaremos bálsamo do ofurô de vinho

Através da janela do quarto
Assisto a um canal pacato
Uma reprise barata de um fato
Mantido num lindo porta-retrato

sábado, 5 de março de 2011

Carta a uma grande amiga



Le Rosa e Dogão acabaram de sair de casa. Meus pais estão dormindo e meu irmão também. Eu dei boa noite e disse "eu te amo". Sim, eu os amo. Eu ía dormir também, mas são 3h59 e eu ainda não consegui pegar no sono. E cá estou eu... Acordada.



Eu estava pensando sobre uma pergunta retórica que você havia feito "Do que eu vou sentir mais falta quando você for embora? De abrir a porta do quarto e de saber que vc está bem, e em casa". E você acabou saindo de antes de mim e sou eu quem abre a porta e vejo que você não está. É duro ver que você cresceu e que em quatro anos as coisas vão mudar e que talvez alguns pensamentos não façam tanto sentido e que a descarga no banheiro nos signifique apenas um estado fisiológico. Não é.



As pessoas me perguntavam se eu iria sentir falta de você quando você fosse embora e eu disse que sim, mas de forma superficial. Afinal de contas, faculdade é uma época legal e eu, como uma graduanda sei o que é interessante. Não percebi o quanto foi difícil falar algo além de um contido "te amo" durante aquele abraço de despedida. Admito que também não estava preparada para dizer "até logo" e tentei ficar um pouco distante, mas não deu. E neste momento eu ouço Sentimental do Los Hermanos e lembro de quando fazemos caras diferentes em frente ao espelho para ver o quanto somos iguais. De quando tomamos açaí nas tardes de sábado e sempre passamos nas lojas e pegamos várias roupas para experimentar e fazer ensaios fotográficos para o álbum de fotos do Orkut com roupas legais. Eu sinto falta da briga por eu pegar uma roupa emprestada sem pedir, pelo som alto no banheiro que não te deixa dormir ou assistir à TV. Sinto falta de me trancar no quarto com você para falar sobre aquele cara que eu gosto TANTO. De tomar seu tempo com perguntas das quais já tenho a resposta. Sim, eu confio em sua perspectiva. Quero contar para você como foi meu dia e ver sua histeria quando eu lhe disser que aquele cara me chamou para sair. Sim, nós ainda tomaremos nosso chá das cinco em um bar de Londres e falaremos sobre nossos maridos independentes durante um encontro repentino em uma calçada na Itália.



São 6h02 e eu ainda estou sem sono. Ah! Só para frisar: Não, os jornalistas jamais tomarão o lugar dos publicitários. E eu descobri que não tem tanta graça usar nosso lança perfume baseado em Rexona rosa e cantar desafinadamente alto "chega simples como um temporal" sem você. Amo você, irbã!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Cadê a devassidão da Sandy?


As propagandas da Devassa são as mais legais. Adoro aquele duplo sentido pejorativo que eles impõe nas campanhas que sempre saem foram do ar pelo CONAR e que causam burburinho na internet, do qual o CONAR não pode impedir. Sempre gostei das propagandas polêmicas a la Benetton. Perdão, mas adoro o espanto positivamente negativo que existe nas consequências de uma propaganda.

No entanto, cá estava eu em meu humilde trabalhinho, olhando para o Twitter, quando algo me chamou atenção "Sandy é a nova musa da Devassa". O queeeeee? A Sandy? No mínimo deve ter levado a sério a letra "eu cresci agora sou mulher" e decidiu encarar com uma fé sua devassidão. NÃÃÃÃÃO! Eu tive que assistir. Assisti. Não gostei.



Que todo mundo tem um lado devassa eu sei. A sacada do comercial é bem interessante, porque até a @SandyLeah deve ter um lado devasso beeeem escondido naquele coração adocicado de princesa da Disney, que por sinal eu detesto. Óbvio, que a marca desejava despertar o buzz sobre tal campanha. E despertou. Só que reverso, porque a cerveja ficou em segundo plano e a hashtag #SandyFacts virou Trending Topic no Twitter que ganhou até um post bem divertido no blog Testosterona.

Sim! Eu achei a campanha desalinhada não só pelo fato de a namoradjééénha do Brasil ter deixado a desejar quanto a sua atuação como "gostosa da devassa", mas o fato de a agência não ter dado atenção aos gostos da esposa de Lucas Lima quanto a bebidas. Afinal de contas, a Sandy revelou para o Conexão Direta na GNT há três meses que não gosta de cerveja "Acho amargo. Gosto de bebidas mais docinhas." Assistam aí:



E seguindo a maré... A Sandy é tão devassa que nem bebe cerveja #SandyFacts

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Banho com som alto e luz baixa. Mui Bueno!

Acabei de voltar do banho num banheiro escuro ao som dos Smiths. Será que teria coisa melhor? Não, não acabou a luz de casa. Eu gosto de tomar banho na penumbra e com o som ligado no último mesmo. É instigante, apenas de ser assustador. Eu viciei em banhos, porque agora minha mãe comprou um cachorrinho da Imaginarium que tem o volume máximo muito máximo e não precisa de pilha. É incrível!


Bem, Faz um tempo que eu não posto aqui no blog, mas estou preparando posts bem legais sobre um cotidiano meio distorcido do qual somente a minha pessoa tem o privilégio de enxergar. Sim, tem coisas bem interessantes. Um post sobre o ano de 2010 INTEIRO (yes, contarei tudo o que aconteceu que talvez você que está lendo agora não soube ou nem queira saber, mas vou contar assim mesmo). Vários posts sobre a continuação da crônica verídica de "A Vidente do Amor" e otras cositas más.



É, só para constar, além do vício em banhos com som e penumbra, estou com um vício besta em jogar UNO... oO

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Paul McCartney no Brasil?! EU FUI!

Este post é retardatário, mas só agora (acreditem) eu consegui colocar as coisas em ordem para não escrever palavras e sim sentimentos emPAULgantes. Oh! Que trocadilho legal, né?!


Quando eu era pequena, um dos presentes que eu mais gostei de ganhar de aniversário foi um pianinho com músicas pré estabelecidas, isto é, não tinha como tocar errado (ótimo para os pais). E neste entretenimento infantil tinha uma musica da qual me emocionava muito e pelo sentimento, eu resolvi criar uma música com uma letra que falava sobre meu falecido avô. Eu tinha uns 6 anos e a letra ficou uma bosta, mas a intenção foi boa, afinal de contas para uma garotinha magrelinha, de cabelos gigantes e lusos com dentes pequenos a letra ficou impressionante. O que isto tem a ver com Beatles? EVERYTHING! Esta música da qual me emocionava eu descobri que era Let It Be, da qual me emociona até hoje! E assistir esta música sendo tocava ao vivo em minha frente foi mais que emocionante. Foi tão grandioso e maravilhoso que durante o show do Paul eu acendi meu humilde isqueirinho verde, chorei ininterruptamente, queimei meu dedo, olhava para o lado e todos com cara de bestas, pasmos com o surrealismo do momento.


Sim! Este show foi surreal de uma maneira tão realista que Dalí deva estar se revirando na tumba depois deste trocadilho besta que fiz agora, mas tudo bem.





Era 20 de novembro e eu tinha pagado o Planeta Terra, mas resolvi de última hora não ir, porque queria passar um tempo com minhas amigas. E passei! Foi a uma balada da faculdade (sim, foi beeem legal). Estava voltando de uma festa com duas amigas, todas de vestidinhos curtos, maquiagem quase toda fora do rosto, olhos minúsculos, saltos altos, penteados despenteados, sentadas desajeitadamente dentro de um Celta vermelho (óbvio que fiz piadas sobre celtas). Fui ver as horas em meu celular, mas algo estava atrapalhando a minha visão: o aviso de uma chamada perdida. Eu tirei o aviso, fui ver as horas (eram 4h38), voltei ao número perdido e liguei à cobrar de volta. Quem liga às 2h48 aceita uma ligação às 4h42, imagino eu. O cara atendeu!


Cal: Alô (bêbada)
O número estranho: Hello!
Cal: Quem está falando?
O número estranho: É Douglas.
Cal: Douglas? (as meninas gritam do lado falando besteirinhas e eu dou muita risada)... Aaaaah! Dogão? Como assim?! O que você faz acordado essas horas, meu? (mais risada)
O número estranho: Ah, quero te convidar pra sair com a gente.
Cal: (risadas) Pra onde?
O número estranho: Vâmo pro show do Macca?
Cal: Meu Deus, quem é esse?
O número estranho: O tio Macca, o Paul McCartney!
Cal: (gargalhada descontrolada) Que besta, meu! Para de mentir, mas eu quero ir sim se for verdade! (risada desconfiada) Eu tenho que pagar alguma coisa? Porque eu estou sem muitos dinheiros.
O número estranho: Não! A gente tem in
gresso, é só ir.
Cal: ("cardipasma" = cara de pasma) Meu Deus! Eu quero. Ai meu Deus, eu não sei. Você tem alguém mais para chamar? Se tiver pode chamar, porque eu tenho que avisar meus pais pelo menos.
O número estranho: Tenho, tenho sim. Mas avisa lá e vamos.
Cal desliga: tu tu tu tu tu...


Óbvio que deu tudo certo, eu fui, foi incrível e eu agradeço à Sukita e à Lê pela paciência. Afinal de contas, a proposta de domingo era passar o dia nadando e falando besteiras, no final cada uma passou em suas casas e eu fui no Paul, mas valeu a pena e as meninas entenderam que a piscina sempre estará aqui e o Paul não. Ohhh! Que gracinhas.


Well, entramos no estádio às 16h35. Tiramos fotos legais e as clichês de shows grandes "amigos em foco e palco desfocado atrás", é a famosa foto "eu estava lá mesmo!". E estávamos! Conhecemos fãs antigos dos Beatles, conhecemos uma menina louca, ficamos amigos dela e eu aceitei tudo o que ela oferecia (biscoitinhos, bala e até bolacha água e sal que ninguém sente vontade de comer). E enfim o show começou e o Paul entrou depois de 7 minutos de uma apresentação fabulosa de fotos e filmes dos Beatles que me emocionou muito.





"Oi! Tudo bem? Hoje eu vou tentar falar português, mas vou falar mais inglês." Foi a primeira coisa que ele disse depois de ter entrado e cantado a primeira música. Não! Eu não traduzi para o português, ele falou em português. Não é perfeito? Entre outras músicas ele sempre acabava lançando umas palavras em português sem aquele sotaque "Dr. Rey", mas bem brasileiro para um inglês de Liverpool. É engraçado saber que algumas músicas faziam-me lembrar de algumas pessoas, então em algumas músicas que eu sabia que determinas pessoas iriam gostar de ouvir ao vivo eu ligava para ela para que ela pudesse ouvir comigo. Liguei para a Jack, Tumaki, meu irmão, minha mãe e para a Jack de novo, desta vez para ouvir Hey Jude! junto comigo. Foi bem bonito.


Mas devo admitir que a parte mais surreal do show da qual me chocou, me deixou super abalada de tal forma que eu realmente entreguei minha alma a uma força superiora sem saber o que era, foi quando o Paul cantou Give Peace a Chance. Meu Deus! Me senti em Woodstock, eu via as pessoas lá na pista pulando e virando cambalhota feito loucas, pessoas de abraçando, um cara esquisito cantando para todo mundo ouvir e nós. Todos da plateia estavam com bexigas brancas, as luzes do estádio se apagaram e no palco só se via o símbolo da paz em branco num fundo preto e um foco de luz no Paul e de repente todos os instrumentos pararam de tocar e o Paul parou de cantar. Só a plateia clamava "All we are save, give peace a chance!" como se fosse um mantra. Sim! Sabe quando você sente aquele arrepio estranho, quando sua voz já não é sua voz e sente que John Lennon está presente naquele exato momento no meio de todos que estavam ali? Céus! Foi muito mais que isto, foi completo. Foi perfeito! E eu chorei. Sim, eu chorei.


Ao final, quando cheguei em casa, olhei para o teto e pensei: "eu sonhei ou estou louca achando que fui ao show do Paul quando na verdade só assisti pela tv?" foi aí que eu peguei o ingresso e fiquei olhando durante longos e desesperados dois minutos, quando caí em mim e antes de me lembrar que estava cansada e precisava dormir para seguir minha vida no dia seguinte eu sorri e me lembrei de TODOS os momentos e fiquei ansiosa para contar TUDO sobre o melhor domingo de minha vida. Obrigada Dogs, Lê Rosa e Bruno.