sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Quando um casamento acaba?
Quando o marido e a mulher se cansa um do outro. Quando o homem ou a mulher comete uma traição. Quando os dois discutem muitas vezes pelas mesmas besteirinhas. Quando a relação perde seu valor inicial. Quando as coisas já não têm mais graça. Quando o homem não se cuida mais. Quando a mulher não se cuida mais. Quando a culpa do filho ser traficante é do pai. Quando a culpa da filha ser prostituta é da mãe. Quando a mulher é muito pessimista. Quando o homem bebe demais. Quando não há mais diálogo. Quando não há mais sexo. Quando um não consegue mais agradar o outro. Quando a relação simplesmente chegou ao fim. Ou quando ela nunca deveria ter começado.
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sábado, 6 de novembro de 2010
A vidente do amor

Todo mundo, acho eu, deva possuir uma curiosidade imensa em saber como será o próprio futuro. Embora não acreditemos muito nas ciganas e nas leituras das cartas dos anjos, nós ficamos um pouco em cima do muro quanto a isto, afinal de contas, se você descobre que vai perder o emprego, ou vai encontrar o amor de sua vida logo que virar aquela esquina da padaria é bem provável que você até ajude os "anjos" das cartas para que a situação ocorra de maneira mais efetiva. ÓBVIO!
Mas apesar das dúvidas, eu acredito que deva existir o destino "karmático" em nossas vidas que independente das escolhas que fazemos, cairemos sempre na mesma toca. Sim! Eu acredito nas videntes. E ontem duas colegas de trabalho e eu fomos na casa de uma depois do trabalho, a fim de saber um pouco mais como andam nossas vida. Pasmei!
Fomos com a cara e a coragem. Detalhe: não tínhamos marcado horário. Descobrimos que tocamos a campainha da casa certa quando demos de cara com um cartaz gigantesco! VIDENTE DO AMOR: TARÔ, BÚZIOS, VOODOO e otras cositas más... Enfim, uma mulher colocou a cabeça na janela e disse que poderia fazer uma leitura das cartas para nós.
A primeira pergunta que fiz antes de passar pelo portão foi: "Quanto tempo dura?" e ela: "20, 30, até 40 minutos, depende do que a entidade vai falar." Oh, céus! Não acredito que estava ali. Sinceramente, eu imaginei que o fato de as "entidades falarem" a voz da Jane (a vidente) poderia alterar e as coisas se moveriam sozinhas. Ilusão de pessoas muito criativas.
Bem, entramos e a Tamires foi primeiro. Enquanto ela estava lá dentro a Camila e eu conversamos sobre várias coisas. De repente aparece um menininho, o Nathan. Ele nos ofereceu água. Eu disse não. A Camila disse sim. O Nathan volta sem a água, mas pergunta se a Camila quer Coca. Como assim, uma casa tem Coca e não tem água? Mas tudo bem. Antes de ela dar o primeiro gole olhamos bem o copo para ver se não havia nada no fundo. Nunca se sabe. Que pecado! Mas voltando ao momento ocioso de espera, aconteceram muitas coisas: conversamos com o Nathan, conversamos só entre nós, uma maritaca me mordeu, eu perdi meu brinco, minha mãe me ligou, meu vizinho me ligou, um garoto suado entrou na casa e saiu cheirando à Boticário, uma televisão ligou e eu me assustei. Sim! A consulta da Tamires durou exatamente cinquenta e três minutos. Fiquei boquiaberta! A menina saiu com o rosto branco e pasma. Fiquei até com medo, mas passou quando eu ouvi o "pode entrar aqui" intimador da vidente me chamando para entrar.
A sala estava quente, mas havia uma explicação, era para que a entidade não saia e para preservar as velas acesas. Não era nada daquilo que eu pensava. Óbvio que você entra num espaço estranho. Muitos santos, muitas velas, muitos bonequinhos, muitas cartas, muitos papéizinhos, muito calor e muita curiosidade também.
Jane pediu para que eu não entrasse em detalhes sobre nada antes que ela perguntasse, porque senão ela pode definir determinados pontos e eu posso definir que ela só disse aquilo por causa da minha história já contada. Sensata a mulher, gostei dela neste instante. Primeira coisa: ela me disse que eu tenho o corpo muito aberto e minha aura é muito boa. Disse que eu sou a estrela que mais brilha em minha casa e que ela viu muitas mudanças. Ela disse quais são, mas direi quando me perguntar, afinal de contas, alguém pode ficar triste. Entenda como ironia, queridos e queridas.
Fiquei mais boquiaberta ainda quando eu descobri que a minha sessão havia terminado em 20 minutos. E o Grand Finale aconteceu com "você tem o coração muito frio para o amor, mas eu vejo uma relação duradoura com uma pessoa que virá até você e saiba que ela está mais perto do que você imagina." Pasmei! Tem tantas pessoas perto de mim atualmente que pode ofuscar a minha inteligência emocional para o amor... Huhuhu.
E este foi o meu fim de tarde de uma sexta-feira pós-trabalho. Geralmente o povo toma café, joga futebol, vai brincar com o filho pequeno, vai fazer faxina. Nós vamos à vidente. E eu descobri o motivo da cara de bunda da Tamires depois da sessão. Logo que saímos a vidente nos benze e diz: "Saia e não olhe para trás". E a minha hipótese sobre a alteração da voz e coisas se moverem sozinhas foi desmistificada, mas aí eu pensei outra: será que viraremos sal?
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sábado, 30 de outubro de 2010
Andando com meninos

Os meninos devem ser legais e divertidos, jogar futebol e falar besteiras.
Esta é uma teoria que não se cabe a mim. Acho que as meninas podem sim falar sobre besteiras, seja sexo ou bobagenzinhas do cotidiano, jogar futebol, serem divertidas e ainda serem umas... "Belezinhas!"
Por este motivo é que digo: amo a amizade masculina. Eles são fiéis com os amigos, falam merda, jogam video-game, futebol, não estão nem aí pra nada e ainda te dão conselhos realistas dos quais te deixam até com um pouco de raiva, mas isto que é mais legal de homem. Eles se importam com seus companheiros. Meu, se um cara acha você legal, é porque você realmente é legal. Isto é muito apaixonante!
Óbvio que existem pessoas que criam um pré conceito de que mulher e homem não se misturam. Que mulher e homem são diferentes. Que mulher e homem se unem apenas para segundas intenções e nada mais. E que mulher que anda só com homem, ou é "promíscua" ou lésbica. Oh, céus! Como diria a @danuzza, "o meu coo" para quem ainda vive em 1930.
Não sei, mas aquelas meninas que andam naqueles grupinhos só de meninas me cansa. Se mostram como Andromeda, mas são meras Nereidas. Dão palpite da vidas dos outros e quando se sentem exaustas de falar da vida dos pobres mortais lêem Capricho e Tititi para despejar o veneno sabor Victoria Secrets nos artistas que nem mesmo sabe da existência daquele "grupinho da firula".
Gosto dos meninos. E para dizer não que não tenho amigas, eu tenho algumas e para falar a verdade, eu também gosto de falar mal das pessoas, gosto de passar um sábado inteiro cuidando da pele, do cabelo, do corpo, da maquiagem e da minha roupa também. Sou mulher, oras! No entanto, também gosto de ler ao Livro de Ouro da Mitologia e a Freud, discutir sobre a sociedade e a política, fazer yoga, meditação. Essencialmente confesso que também gosto de assuntos tântricos. Sim, eu gosto de ser valorizada e ser considerada uma divindade, sabendo que o Tantra pregue exatamente isto e que seja "o que conduz ao conhecimento", será que a santa inquisição me queimará viva alegando ao poder que talvez seja uma ninfomaníaca meio cult? Minha nossa! Eu amo as mulheres que não limitam suas vidas por causa das chapinhas. QUERIDA! Seu cabelo é uma merda, seja uma mulher divertida que seu cabelo ficará em segundo plano. É tão simples!
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Plenitude Feminina
Estes dias estávamos eu e minha amiga no bosque. As duas estavam sentadas num pseudo-tronco de árvore feito de concreto cheio de musgo nas laterais. Eu liguei meu celular para ouvirmos umas músicas diferentes enquanto meditávamos. Sim! Fomos até lá para fugir da vida normal e entrar em nossas próprias mentes e saber o que realmente se passa com o nosso lado avesso. E meditamos.
Nos sentamos naquela concreto (vulgo tronco), erguemos nossas cabeças para o alto, posicionamos nossas mãos em nossos joelhos, fechamos os olhos, respiramos profundamente, pensamos em coisas boas e fechamos nossos olhos em busca de um encontro com nosso EU espiritual. Bem, eu tenho andado meio mística estes tempos e acredito que o amor nada mais é que uma afinidade entre espíritos com intelectos similares buscando um mesmo ideal. Nada de nhén-nhén-nhén, mas um afeto verdadeiro sem exageros.
Falando em amor. Enquanto estávamos numa conversa árdua sobre nossas vidas, descobrimos que chegamos em nossa "plenitude feminina", um termo inventado por nós mesmas para citar este sentimento estranho de liberdade amorosa. YEAP! Sinto que estou bem comigo mesma da maneira que estou.
Não! Não entenda isto como mero conformismo. Estou buscando o máximo conquistar um espaço social. Acredito que cada pessoa é desenvolvida para alguém, seja onde ela estiver é bem provável que você encontre a pessoa que todos lhe dirão: "Meu Deus! Como vocês se parecem!" Eu acredito que isto não seja mera coincidência, mas um destino pré-estabelecido por uma força maior que nós mesmos.
Sinceramente, eu sinto que estou bem comigo mesma e isto me assusta, porque eu sempre estive gostando de alguém e agora simplesmente gosto das pessoas de maneira fraternal. E não sinto a mínima necessidade de dividir este sentimento com um cara estranho que olhará no fundo dos meus olhos e me dirá "namore comigo!". Provavelmente eu aceitarei ser a melhor amiga dele, namorada não. É muita obrigação ter de ligar para dizer boa noite depois de um dia cansativo onde a minha vontade é de dar um soco na parede. Provavelmente aquele cara sensível que PRECISA ouvir minha voz antes de dormir não iria gostar de receber um "Boa noite" com voz de trouxa ao telefone, né?!
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domingo, 29 de agosto de 2010
Teoricamente apaixonada

Namorar é chato! Adoro me apaixonar. E estou apaixonada. Adoro sentir frio na barriga assim que aquele cara aparece e adoro aquele nervosismo de quando ele está vindo para perto de mim.
No entanto, prefiro os amores platônicos. Admiro o suspense que este sentimento nos causa. É incrível o fato de você se matar de felicidade por dentro só porque o divino ser encostou por um milésimo de segundo em seu ombro. ELE SÓ ENCOSTOU NO OMBRO e nem foi para falar com você, mas nós ficamos bestas do mesmo jeito.
É cômico termos plena consciência de que o dito cujo não dá a mínima para a sua presença ali, embora muitas vezes nós perdemos a consciência por imaginar que ele só está te olhando porque te condena por ser sentimentalmente submissa de sua imagem. Oh, céus!
Eu tenho uma teoria de que o melhor do namoro é a conquista. Primeiro, que você faz de tudo para a pessoa perceber a sua existência. E outra, você não a tem com você, mas já mentaliza como as coisas aconteceriam. No meu caso, gosto de romantizar a realidade e pensar em como seria a presença dele em minha vida. No que este relacionamento poderia influenciar psicológicamente? Sério, isto me conforta.
Apesar de a primeira coisa que me vem à cabeça quando alguém me pede em namoro é: "será que ele sabe fazer macarrão italiano e vai gostar de deitar comigo para falar sobre coisas divertidas?" Óbvio, eu gosto do namoro além disto, mas gosto de pessoas imprevisíveis assim como eu. Acho os pensamentos mirabolantes e não-óbvios fascinantes e o que me causa repulsa é o sentimento de comodismo que os namoros me passam. Já os amores platônicos oscilam de tal maneira que me frustram. It's nice and I like it.
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quarta-feira, 7 de julho de 2010
O homem perfeito
Está provado! Nunca me dei bem com geminianos. Concordo que tenho bons amigos com este signo e que dê muita risada com eles, mas eles têm uma personalidade muito difícil da qual eu tenho repulsa. Vejo pelo meu irmão - 6 de junho - ele é café com leite. Embora tenha uma pessoa que muito me agrada em gêmeos. No entanto, isto não vem ao caso agora.
Um estereótipo que sempre me atraiu foi homem careca - careca mesmo, não os calvos - com olhos claros, semblante intelectual e descontraído, bem vestido e com dons artísticos. Agora veja: estava eu em São Paulo assistindo Brasil versus Chile em uma padaria, quando de repente olho para o lado, lá está o tal estereótipo. Pensei: "Por que não falar com ele?"
E o diálogo seguiu desta maneira:
Cal: Você vai ficar para o segundo tempo?
PH: Vou.
Cal: Então vou sentar com você.
Simples! Foi bem interessante. Sinceramente, eu senti que havia encontrado o cara perfeito, pelo menos em minha concepção de perfeição: careca, olhos claros, bem vestido, bom papo, dons artísticos para pintura e fotografia, provavelmente, sabe escolher um bom vinho e suas respectivas combinações. Gostei.
Aí vem o outro lado da história. O moço da padaria me chamou para sair três dias depois. Sabe a minha resposta? Não. Meu Deus! Ele era tão perfeitinho que até mesmo meu subconsciente teve determinada repulsa. Acabei de crer que a mulher é um ser estranho, apesar de gracioso.
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quinta-feira, 24 de junho de 2010
Quando eu for mãe...
Quando eu for mãe irei amar meus filhos desde a gestação. Terei agonia em mexer no umbigo do bebê com medo de machucar. E saberei identificarei o motivo de cada choro de meus filhos: manha, cólica, enxaqueca, tristeza, dor ou medo de ficar no escuro sozinho. Quando eu for mãe me emocionarei com o balbuciar de "mã" da criança e ligarei para toda a família aos prantos para dizer que ele olhou para mim e me chamou de "mãe", mesmo sabendo que aos 4 meses aquele serzinho só enxergue vultos e nem saiba o significado da sílaba "mã". Quando eu for mãe não me importarei se meus filhos usassem a mão como um talher alternativo e a roupinha nova que ganhou da madrinha como guardanapo. Quando eu for mãe ensinarei meus filhos a pedirem por favor e dizerem obrigado. Não os quero me chamando de senhora. Os ensinarei que a melhor maneira de se conseguir tudo é com persistência e educação. Eles terão tudo. Eles serão persistentes e educados. Quando eu for mãe eu brincarei com meus filhos. Serei a mãe mais boba do mundo. Acharei magnífico quando eles me presentearem com um cinto feito de macarrão espaquete no dia das mães. Quando eu for mãe mostrarei aos meus filhos o lado bom de todas as coisas. O lado bom das pessoas, da família, dos inimigos, dos amigos, daquele cachorro que rosnou pra gente de manhã, daquela cidade poluída, daquele campo florido e o lado bom da nossa relação. Quando eu for mãe, terei um diálogo franco com eles. Falarei sobre drogas, sexo e violência. Não quero que eles tenham repulsa a falar comigo sobre tabús. Acharei interessante mostrar-lhes a realidade, sem que tenha de impedí-los de saber como funciona tais conceitos. Quando eu for mãe ficarei com o coração partido quando meu filho sair sozinho pela primeira vez. Quando eu for mãe presentearei meus filhos com brinquedos e livros. Muitos brinquedos. Muitos livros. Eles serão pessoas divertidas e inteligentes. Farei questão de investir naqueles pequenos. Aulas de ballet, natação, violão, bateria, violino, flauta, inglês, espanhol, viagem ao exterior. Eles terão um bom gosto musical e literário também. Quando eu for mãe, serei protetora. Darei bons conselhos a eles e confiarei na educação que dei ao longos de seus 18 anos em baixo das minhas asas. Ensinarei meus filhos a se defenderem dos colegas chatos e de pessoas desconhecidas, mas ficarei me corroendo por dentro se algo de ruim acontecer, mesmo sabendo que eles já têm idade para se cuidarem sozinhos. Quando eu for mãe, aprenderei a mentir. Farei suco de limão com couve e direi que está verde, porque os limões são verdes. Simples! Quando eu for mãe também serei professora de matemática, física, química, português, história, geografia, artes, filosofia. Apoiarei meus filhos nas escolhas de curso para faculdade, seja ela a tradicional Arquitetura ou a exótica Naturologia Aplicada. Sinceramente eu gostaria de criá-los apenas para mim, mas sei que não será assim. Enquanto isso, quando eu for mãe cantarei para os meus filhos dormirem, inventaremos histórias de madrugada até que eles peguem no sono, assistiremos filmes animados até tarde tomando calda de chocolate, os vestirei com pijamas cheirosos, farei leite quente e ficarei um tempo naquela caminha pequena numa posição desajeitada até que o monstro do armário saia para que meus filhos durmam tranquilos. Enfim, quando eu for mãe também levarei comigo outros títulos: a psicóloga, a pedagoga, a advogada, a engenheira, a publicitária, a estilista, a médica e a mãe.
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