sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A maldição dos 27

Um anúncio criado pela Billboard sobre as crenças dos 27 anos. Cool!
Se for assim, para mim faltam 4 anos. Beijo! MUAH*


Clique para aumentar, porque né...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A primogênita

Comemoração ao dia dos pais atrasado. O que vale é a intensão!

Ele sempre colocou 'News of The World' para ouvir e tomar cerveja comendo queijo na janela da sala. Eu tinha pavor daquela capa do disco.
Esses dias ouvi Chico Buarque com as minhas amigas. Eu sei cantar Chico, porque ele sempre pediu para que eu parasse o que estivesse fazendo para ver sua performance ao dublar.
Adoro Pink Floyd, mas saiba que antigamente eu morria de medo de todas as canções de 'The Dark of the Moon' e usava como fundo musical de histórias de terror para os meus amigos.
Acho que a minha tranquilidade lembra a sua tranquilidade. E acho que dentro de um DNA tranquilo guardava também uma dose de ironia que aprendi com você.

Eu sou o rascunho dos meus irmãos.
Aquela que tema fisionomia da mãe e a personalidade do pai.
Aquela que adora o carinho da mãe e o conforto do pai.
Aquela que acha graça na bronca da mãe e chora com o tal 'estou decepcionado' do pai.
Aquela que canta com a mãe as músicas que ouve com o pai.

Eu sou o teste.
Eu sou a cobaia.
Eu sou o exemplo.
Vulgo Heráclita, a primogênita.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O que faz a inspiração líquida?

Sábado, antes de entrar ao Óbvio para o evento da Simbios eu e minha família presenciamos um acidente.

Quando eu cheguei em casa a proatividade do questionamento foi referente ao acidente com um desconhecido. E minha iniciativa em contar os fatos mais legais foi tomada pela nuvem negra do negativismo. Porque né... Morte, acidente, hospital, soro, doença, epidemia, gente ruim, brigas e qualquer coisas que tenha más vibrações são coisas das quais gosto de falar apenas o essencial. E se 'uhum' e 'ã-ã' respondessem a essas perguntas, certamente eu diria 'uhum' e 'ã-ã'.

É estranho saber que perdemos o valor assim que nos camuflamos no asfalto, mas é verdade.

Será que aquele cara fez o que queria ter feito ao longo de sua vida, ou fez apenas o que precisava ser feito? Se ele aquele acidente foi causado enquanto voltava do trabalho, é bem triste saber que existem pessoas que, literalmente, vivem para trabalhar por precisar daquilo.

Será que algo vai mudar depois disto?

Será que ele vai descobrir que há formas alternativas de se divertir sem necessitar daquela fauna colorida na carteira?

Não há nada mais divertido que parar uma manha e vislumbrar a montanha.
É engraçado saber que ver o sol se pôr três vezes não é ver um sol se pôr três vezes, mas ver três sois se porem uma vez.
Será que ele dará o devido valor ao sorriso da esposa, da filha, da mãe, da irmã ou de quem quer que seja aquela mulher que provavelmente esperava por ele?

Tomara que sim, senão não teria porque de um carro passar por aquele local e ter dado de encontro com um trabalhador que certamente faria hora extra naquele instante. Amém!

Mas voltando...

A Simbios no Óbvio foi perfeita! Fui sozinha, porque sei que lá eu sempre encontro um conhecido que me faça companhia. Claro! Liguei para a Marcela antes para saber se poderia estar na presença dela... Hehe! Adorei conhecer o restante do pessoal.

Bem, sábado foi minha estreia na plateia da Inspiração Líquida. E por mais que teoricamente eu já soubesse como era a vibração do show deles através de comentários, boatos e vídeos no Youtube, quero dizer uma única coisa: é revolucionário quando se assiste de verdade no meio das pessoas. Não, não estou engrandecendo uma bandinha regional, estou falando sobre a essência de uma banda que eu me tornei fã de verdade desta vez.

Sou amante da cultura britânica e apesar de não ter a tal pontualidade que eu tanto admiro, este atributo não me chama mais atenção quanto à boa música e suas letras mirabolantes que dizem coisas aos nossos ouvidos já poluídos por bobagenzinhas pela heresia. E muito embora eu saiba que eles possuem tais influências, meu gosto aumentou pela forma inspiradora que a banda leva enquanto o show vai rolando.

Como foi o show ao todo? É impossível dizer, mas posso afirmar que das bandas alternativas, Inspiração Líquida é a mais progressiva que já presenciei. Cool!


O que faz a inspiração líquida?
Nos inspira.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Uma resposta

Já é a segunda vez que tu me perguntas se eu escondo algo que me machuca.
Já é a segunda vez que eu te digo um sincero não.

Ontem quando fui dormir, sonhei com o que já havia acontecido.

Quando tu me perguntares outra vez sobre isso.
Certamente eu direi:
Sim.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Dispenso a previsão

Você sabe quais são as cinco pessoas que vai encontrar no céu? Seria muita pretensão da minha parte querer saber que naquele momento algo bom vai acontecer. A essência da vida é descobrir sua essência.

Como diria Los Hermanos, "se eu for o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado".

Tá, meu sonho sempre foi fazer arquitetura, morar em São Paulo, abrir um escritório e trabalhar com a Sam Elgrably. Mas se tudo isto tivesse acontecido desta forma, será que eu teria o prazer de passar uma noite inteira no trabalho para terminar um projeto, ou viajar à trabalho, perdendo dia de aula por causa de uma reunião ou passar madrugadas em claro para descobrir que o inovador estava na simplicidade da imagem? Provavelmente sim, mas de uma forma diferente.

Talvez eu não tivesse a mesma sintonia cômica com o cara da carteira ao lado que eu tenho com um dos únicos geminianos que eu mais respeito no mundo.
Talvez eu não pararia na Lanchonete Real para comer um lanche e jamais conheceria aquele artista plástico que me chocou com suas histórias lindas sobre suas viagens e fotografias.

Pensando desta forma, prometo não mais lamentar.
Eu menti quando disse que gostaria imensamente de voltar no tempo.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O dia que um marginal me abençoou

Esses dias estávamos entre amigos e conversando sobre um assalto que aconteceu e tudo mais. Não contei das minhas experiências, porque soaria em tom de deboche. Embora esta não fosse a intenção, eu não gostaria de passar essa impressão naquele momento em que todos estavam discutindo se reagiriam ou não. Uns disseram que pensavam que pudessem reagir, mas na hora ficaria travado, outros disseram que até reagiriam por conta da revolta. Eu não opinei.

Eu sou a pessoa mais azarada do mundo! E já fui assaltada três vezes, porém nenhum deles foi efetivado. Minha reação? Distração voluntária. Sou tão distraída que eu acho que se um dia eu for estuprada eu só descubro quando eu for parir e nem percebo a falta das regras durante os nove meses. Não me surpreenderia se o pai da criança ainda quisesse registrá u fío co memo nome du pai: 'Cleiosmar Xuasnéguer da Silva Junior'.

Meu primeiro assalto foi até engraçado. O cara disse algo pra minha mãe que eu não ouvi (novidade) e minha mãe como é gentil, parou e perguntou o que ele havia dito. Durante tal diálogo, eu já estava quase dobrando a esquina, quando ouvi minha mãe gritando 'Dá essa bolsa aquêêê!'. Então eu voltei, saimos correndo e fomos à delegacia. Detalhe nº1: conseguiram pegar os meliantes. Detalhe nº2: minha mãe estava vestindo uma saia, meia-calça preta, bota e uma blusinha um pouco decotada; eu com uma calça larda, um top e duas chuquinhas, ou seja, chegamos de veraneio vascaína e fiquei me sentindo meio parte baixa da Rua Augusta.

O segundo não teve tanta aventura. O terceiro foi épico!

Sou católica, mas sido a cultura judaica quando pesa no bolso. Eu ia muito à missa há um tempo, falando nisso, preciso voltar a ir. Mas voltando... Sempre ia às missas de domingo nos horários certinhos. Um dia vi que estava atrasada então pensei: 'vou de bicicleta!' E fui. Tranquei a SUPER BIKE na grade da igreja e fiquei do lado de fora. Não tinha mais lugar. E eu fiquei em pé ao lado de fora. Eu dava umas olhadinhas em meu super veículo e continuava com o olhar na missa. Durante tooodo aquele momento eu fazia os mesmos movimentos.

DE REPENTE... Eu vejo um cara mexendo na bicicleta e por conta da minha lerdeza e inocência, pensei: 'Eu acho que deve ter acontecido algo com a minha bicicleta vou ali ver' Eu fui. O cara que estava 'arrumando' minha bicicleta devia ter cerca de um metro e oitenta de altura, olhos verdes e estava com uma caixa de ferramentas na mão.

'Moço o que está acontecendo aí?'
(segura no guidão e olha atentamente para toda a bicicleta procurando o erro enquanto fala)

'Essa bicicleta é sua?'
(continua abaixado e olha para a moça com semblante surpreso)

'É, por que?'
(ela falou em um tom bravo que eu defino como imponente, afinal, aquilo não era só uma bicicleta, era uma semana de trabalho árduo para convencer clientes de que o solado da Nike era feita de couro de búfalo. Será?)

'Moça, se você me viu fazendo isto, você não é digna de ser furtada
(ele se levanta de vagar e aponta para o santo da fachada que está logo atrás acima de sua cabeça e seus olhos enchem-se de lágrimas e sua voz falha um pouco)

'Amém!'
(só quando ele disse a palavra 'furtada' que descobriu a façanha e percebeu que ele não era um bom homem, mas um marginal!)

'Você tem que entender que este é o meu trabalho.'
(ele passa por trás dela, destrói outra tranca e furta uma outra bicicleta)

'...'
(seus olhos arregalaram e ela pensa em diversas coisas que poderia dizer para ele não levar a outra bicicleta)

'Olha pros meus olhos.'
(ele pega na mão dela)

'...'
(ela segura a mão dele e não consegue dizer nada)

'Deus te abençoe.'
(ele saiu andando com a bicicleta alheia como se estivesse num passeio pelo parque)

'...'
(ela tremeu, correu com a bicicleta para o caminho oposto, óbvio, e uma lágrima caiu)

É até bonito, gente! Mas moral da história, vamos lá: não sejam lerdos, minha gente. Nem o seu assaltante vai aturar tal atitude. E uma homenagem minha ao grande jogo de domingo!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Ouvido de tuberculosa

Hoje fui ao otorrinolaringologista (caramba!).


Desde os 12 anos meu ouvido direito é meio ruim. Eu era aquela menina que distorcia o telefone-sem-fio e que sempre perguntava "hã?!" só para garantir que eu realmente entendi sua pergunta.

Hoje fui ao consultório do Dr. Conga - seu toque de celular é um mambo (???) - ele me perguntou o motivo da graciosa visita, ele me olhou e me levou até aquela cadeira azul super confortável. Examinou minhas entranhas auditivas e me disse que havia um pouco de cera: basicamente um quilo e meio.

Bem, apesar do momento desagradável e um tanto dolorido no lado direito, eu descobri que toda aquela cera estava abafando detalhes de uma audição perfeita. SÉRIO! Não sabia quanto ecoado era um consultório médico e descobri quão alta é a minha voz. A sensação de ouvir bem é desconfortavelmente prazerosa.