Enfim, um feliz Natal à todos e este é só um post para criar um movimentozinho aqui dentro e apresentar a pouca dignidade e inocência que ainda me resta daquelas que eu deixei pelo caminho de minha vida enquanto sigo meu destino esperando encontrá-las novamente enquanto volto para o útero de minha progenitora... Beijo, mãe!
domingo, 25 de dezembro de 2011
¡Feliz Navidad!
Lembro que na festinha de fim de ano da pré-escola os alunos eram divididos em duplas e cada duplinha representava um país do mundo. Eu e meu coleguinha éramos da Espanha (bem sugestivo, teoricamente) então nos vestimos de espanhóis, subimos no palco e gritamos (sim, gritamos) "FELIZ NAVIDÁÁÁÁ!" É lindo e não existem mais essas coisas legais em escolas. E hoje em dia, se em dia uma professora da pré-escola mandar uma aluna imitar uma espanhola para se apresentar ela já chama o coleguinha do lado para ajudar. "Vem cá, Zé! Tá na página treze."
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Dilúculo
Deve ser três e pouco da manhã e eu ainda não dormi, embora esteja em minha cama desde a uma e meia. Está um friozinho bom, estava assistindo à SBT pela minha Philips tubo de quatorze polegadas aqui no quarto. Um pouco alternativo para quem também tem um abajur em formato de dado gigante da Imaginarium, mas comprado de segunda mão.
O que me inspirou a escrever foram as luzes que vejo ali de fora. Esqueci como é bonito e gostoso olhar ali para a serra que parece não existir por conta da noite. Esqueci o quanto é bom você não ter no que ou em quem pensar. Estes são alguns detalhes que às vezes a gente deixa passar por não ser nossa prioridade diante das obrigações da vida adulta.
Para não mentir, neste exato momento estou pensando em alguém e ouvindo Cold Play. Não sei qual o título da música. Nunca sei ao certo os nomes das músicas que ouço e sempre reconheço uma banda pelas canções através do som da bateria, ou pelas distorções peculiares da guitarra ou, em último caso, o baixo marcante. Claro, tem umas vozes que são inesquecíveis e muito admiráveis.
Voltei a olhar ali para fora, mas meu novo ponto de visão só me dá a possibilidade de enxergar o poste de luz e sua lâmpada de mercúrio ligada iluminando as cinco linhas de fios elétricos, o segundo andar de um sobrado gigante com uma janela acesa e algo mais escuro ao fundo que eu suponho ser a silhueta de parte da Serra da Mantiqueira. Bem bonito.
Estou com a Àgatha Christie ao meu lado. Vou lê-la e, quem sabe, dormir.
(Uma pausa)
São dez da manhã e eu estou ainda acordada e, homeopaticamente, deitando junto da minha mãe.
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terça-feira, 25 de outubro de 2011
A sutil motivação do novo
O que me faz acordar todos os dias é saber que existe uma novidade durante aquelas tantas horas que ficarei acordada. Seja para dar oi para um gordinho bonitinho com cara de nerd que eu vi passar pela avenida de uma cidade que não é minha, seja entrar na agência e dar de cara com meu chefe pedindo um planejamento para uma empresa que foge da minha zona de conforto ou seja minha mãe ligando dizendo que começará a fazer uma receita nova de bolo com sabor diferente às 16h e quando eu chegar ele estará quentinho.
A novidade é que me faz criar falsos acasos para passar pela mesma avenida e tentar encontrar aquela mesma face que eu não encontrei mais, que ativa a minha criatividade mais mirabolante para um projeto que não tem nada a ver com meus costumes ou querer chegar logo em casa para experimentar aquele novo sabor do velho bolo de chocolate.
Acho que minha motivação é gerada a partir do sentimento inédito que eu crio em coisas cotidianas.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Onde você estava?
Há 10 anos acordava às 6h e me arrumava para ir à escola.
Há 10 anos eu fui à escola, mas fui dispensada pelos professores.
Há 10 anos eu achei que pudesse passar a manhã toda assistindo aos desenhos do SBT.
Há 10 anos os monstros maus que explodiam cidades se tornaram reais e explodiram cidades. Ou pelo menos parte delas.
Há 10 anos meus livros de história e geografia passaram a ser os jornais diários. Estudávamos Al Qaeda, terrorismos e os motivos dos ataques suicidas. Meu grupo teve que defender George W. Bush. Foi difícil encontrar material, mas alunos de oitava série sempre têm bons argumentos.
Há 10 anos eu confesso ter ficado com medo daqueles atentados.
Há 10 anos o medo deu lugar ao tédio sobre o marasmo jornalístico com a sua pauta que bombardeava os mesmos discursos.
Há 10 anos eu estava com 13 anos e morava em Pindamonhangaba onde moro ainda hoje. Não tinha grandes ambições. Não trabalhava, meus pais pagavam as minhas contas, meu sonho dourado era ser arquiteta e todos os dias aparecia com uma nova planta para os meus pais verificarem o projeto. Não tinha cachorros e acabara de me mudar para um outro bairro. Meus irmãos tinham 9 e 3 anos e meus pais também eram 10 anos mais novos.
Há 10 anos eu não tinha internet e nem ao menos sabia o que era um blog. Muito menos Orkut, Facebook, Twitter, LinkedIn, SlideShare, Flickr, Youtube... Eu era heavy-user de SkiFree e isto me divertia o bastante para esquecer que dia 11 de setembro não se comemora nada além de ser lembrado pelo atentado. Tem algum aniversariante por aí?
E você, onde estava há 10 anos?
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Namorando um amigo
Qual a diferença entre um amigo e um namorado?
Um amigo é aquele do qual você não tem tanto pudor para demonstrar sinceridade. Provavelmente ele vai entender quando disser algo sincero, afinal de contas ele é seu amigo acima de tudo. É ele que não vai rir da sua piada se ela não tiver sido engraçada, mas vai te dar um tapinha nas costas e dizer "continue tentando, um dia melhora, quem sabe..." Você certamente vai ficar sem graça nessa hora, mas você ri.
Um amigo é aquele cara que acha que você é tão da família que não liga com o fato de todos estarem na casa dele, inclusive você... menos ele. Um amigo não precisa de provas de amor, um amigo não precisa de ligações diárias. E mesmo sem a constante presença, eu sei que ele sempre estará ali, mesmo não estando ali. Se é que me entende.
Um amigo não tem a ambição de te levar para jantar no melhor restaurante da cidade, mesmo porque, nestes lugares vocês não poderão dar aquelas risadas altas que estão acostumados. Então vocês decidem ir a uma sorveteria, um barzinho ou sentar na calçada da sua casa para conversar durante horas sobre qualquer coisa, da qual nunca é realmente importante, mas será um dos melhores momentos de um final de semana. Ele acompanha suas ideias mirabolantes.
Saiba, que se seu amigo lhe manda uma mensagem de madrugada ou a qualquer instante para dizer que pensou em você, ele realmente pensou em você. Não faz parte do feitio de um amigo mandar mensagens todos os dias para desejar boa noite. Cansa! E apesar de respeitá-la, seu amigo jamais deixaria você ganhar no videogame só porque você é mulher. É player 1 contra player 2. Os controles e os sensores de calor ainda não conseguem identificar o feminino do masculino, desculpe.
Seu amigo será curto e grosso quando diz "mulher não entra no ensaio da minha banda". Você não liga, afinal, o momento mais lisérgico da banda é o resultado da psicodelia autista de um ensaio entre quatro paredes acústicas, um show alucinógeno sem precisar de Lucy's, mas de algumas doses de inspiração. Deixe para lá o ensaio.
As pessoas sempre determinam o sujeito das relações. O namorado. Aquele que ama, que dá boa noite, que tem ciúmes, que diz pensar em nós quando não estamos ao lado deles, que nos cobra pela falta de satisfação. Certamente seu amigo não vai dizer "amo você". Ele não precisa. Ele já lhe respeita e isso basta.
Um amigo valoriza sua presença e sua liberdade. Ele será a única pessoa que ficará num quarto sozinho com você apenas para lhe mostrar a coleção de guitarras e tocar cada uma delas usando todos os efeitos dos pedais que ele comprou um a um. E você será a única pessoa que terá a paciência para tentar entender o que cada um daqueles pedais fazem e admirar a cada acorde que aquele cara dá. Sim! Você se apaixona. Não pelo homem, mas pelo sujeito oculto: a amizade.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Despedidas
Nunca fui boa com despedidas. Ou eu choro demais, ou eu não choro nada pela pessoa não ter feito nenhuma diferença em minha vida. Já tiveram momentos em que numa despedida eu fingi estar triste, mas ao virar as costas eu ri. Era uma imensa felicidade. Sim, eu não gostava de você. Eu gargalhei.
Hoje eu estava endomingada. E descobri que além da despedida em si, existe também a sensação dela. O que não é nada agradável, mesmo porque, quando você diz tchau, adeus, até logo ou qualquer coisa do gênero você sabe que aquele é o momento da despedida. Então o tchau, o adeus e o até logo fazem sentido.
E agora eu estou sentada numa poltrona cinza, dentro de um cômodo um pouco bagunçado com os olhos cheios de lágrima, ouvindo o som da buzina de um trem que está passando logo ali. Agora eu estou sentindo a sensação de despedida, querendo abraçá-la, contar todas novidades, voltar rápido do trabalho para poder assistir tv com ela. Ao mesmo tempo não quero nada disso, porque sei que daqui a uma semana quando eu voltar direi "Oi!" apenas ao meu pai, a minha mãe e ao meu irmão. Ela já vai ter voltado para a terra dos sinos que falam.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
A maldição dos 27
Um anúncio criado pela Billboard sobre as crenças dos 27 anos. Cool!
Se for assim, para mim faltam 4 anos. Beijo! MUAH*

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